O Mercosul encerrou nesta sexta-feira a 40ª Cúpula de chefes de Estado com um coro que pediu ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, "que fique" e ao Paraguai que supere o trâmite que impede o bloco de receber a Venezuela como membro definitivo.
A reunião, finalizada nesta sexta-feira na cidade de Foz do Iguaçu, acabou transformada em uma grande despedida para Lula e supôs o último compromisso internacional de seu mandato, pois entregará o cargo no dia 1º de janeiro à presidente eleita, Dilma Rousseff.
Na cúpula estiveram presentes os governantes do Paraguai, Fernando Lugo, que recebeu de Lula a Presidência rotatória do bloco, da Argentina, Cristina Kirchner, e do Uruguai, José Mujica.
Também, em sua qualidade de países associados ao Mercosul, estiveram os líderes da Bolívia, Evo Morales, e do Chile, Sebastián Piñera, assim como o vice-presidente da Colômbia, Angelino Garzón, e representantes do Equador, Peru e Venezuela.
Cada um deles, ao discursar na sessão plenária, usou boa parte do tempo para elogiar a figura de Lula, que para Mujica é desde agora "o senhor Mercosul" e para Lugo uma "luz que ilumina o futuro".
Cristina lamentou o "até logo" de Lula, mas comemorou que seu lugar será ocupado por uma mulher. "Quero dizer olá a Dilma e dizer que a estamos esperando com muito afeto e carinho, e também com muito amor", assegurou a presidente argentina.
Piñera citou o escritor alemão Bertolt Brecht, afirmou que Lula é daqueles "homens imprescindíveis" que lutam a vida toda e cumprimentou o líder evocando a despedida do jogador Pelé.
"No estádio Maracanã, cheio de ponta a ponta, todo mundo gritava: Fica Pelé. Fica Pelé. Hoje dizemos: Fica Lula. Fica Lula", disse Piñera.
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